Independente da fundamental importância que os estudos do direito dos povos antigos podem proporcionar em termos de legado estritamente jurídico, há outra importância que não pode ser minimizada. Parece que os Estados modernos, principais atores da política internacional, herdeiros de legados civilizacionais e culturais distintos, são muito influenciados hoje pelos valores de suas próprias culturas, e que esse valores, por sua vez, tem forte determinação sobre seus interesses atuais, que são levados em conta no jogo internacional. Portanto, levar em conta a cultura no jogo geopolítico parece ser uma hipótese que permite melhor explicar esse jogo, o que a chamada "teoria realista" sozinha não é capaz de explicar. No dizer de Samuel P. Huntington: "Os valores , a cultura e as instituições influenciam de forma ampla e profunda o modo pelo qual os Estados definem os seus interesses" (O Choque de Civilizações, p. 42)
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