COM BASE NA EXPOSIÇÃO DA AULA SOBRE "POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE", RESOLVA A QUESTÃO ABAIXO, ASSINALANDO A ESQUETE À ESQUERDA.
Questão retirada e adaptada da Prova para Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (2011).
Sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, considere a resposta CORRETA:
I- O objeto do Direito Ambiental é a qualidade do meio ambiente propício à vida, o que se evidencia pela perseguição do equilíbrio ecológico.
II- O meio ambiente, conceituado como "conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas" pelo artigo 3º, I, da Lei 6.938/81, caracteriza-se como macro-bem, e, sendo assim, integra um terceiro oponível ao público e privado.
III. O componente do SISNAMA com função deliberativa e consultiva é o CONAMA, enquanto que o IBAMA exerce função executora Nacional do Meio Ambiente.
a) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
d) Todas as afirmativas são verdadeiras.
Esse espaço se destina à reflexão e discussão de questões de natureza social e ambiental, que por sua complexidade, constituem um persistente desafio na formulação de perguntas, e na busca de respostas. No dizer de alguns pensadores, a razão não se põe problemas que já não tenha como resolvê-los. Convido a todos, e em especial meus alunos do Direito, Serviço Social, Administração e do Curso de Arquitetura e Urbanismo, para pensarmos juntos "saída" desse labirinto que é a modernidade.
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sábado, 26 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Organização Internacionais de Vocação Universal: O Caso da ONU.
Questão 23 do IX Exame da OAB. Com base na Carta das
Nações Unidas assinale a alternativa correta:
A Carta da ONU foi assinada em São Francisco em 26 de junho de 1945 após o término da Conferência das Nações Unidas sobre a Organização Internacional, entrando em vigor no dia 24 de outubro do mesmo ano. O Preâmbulo da Carta frisa como objetivo máximo da Organização "preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra", bem como "praticar a tolerância e viver em paz". Já o artigo primeiro estabelece como propósito da Nações Unidas "Manter a paz e a segurança internacionais". Portanto, a preocupação central da Organização está voltada para evitar a guerra e promover a paz, temas axiais para um mundo que vivenciou duas grandes guerras em menos de vinte anos. O texto integral da Carta, bem como o Estatuto da Corte Internacional de Justiça, se encontram na pasta Direito Internacional do Yahoo Grupo. Se você for nosso aluno e quiser acessar diretamente o texto integral da Carta e o Estatuto da CIJ, utilizando o Yahoo Grupo, acesse a pasta Direito Internacional. No entanto, as citações da Carta feitas nessa postagem são suficiente para responder a questão proposta na enquete.
Segue abaixo os trechos da Carta onde poderão encontrar os subsídios para resolver a questão 23 do IX Exame da OAB:
Artigo 7
1. Ficam estabelecidos como órgãos principais das Nações Unidas: uma Assembleia Geral, um Conselho de Segurança, um Conselho Econômico e Social, um Conselho de Tutela, uma Corte Internacional de Justiça e um Secretariado.
Artigo 24.
1. A fim de assegurar pronta e eficaz ação por parte das Nações Unidas, seus Membros conferem ao Conselho de Segurança a principal responsabilidade na manutenção da paz e da segurança internacionais e concordam em que no cumprimento dos deveres impostos por essa responsabilidade o Conselho de Segurança aja em nome deles.
Artigo 93.
1. Todos os Membros das Nações Unidas são ipso facto partes do Estatudo da Corte Internacional de Justiça.
2. Um Estado que não for Membro das Nações Unidas poderá tornar-se parte no Estatuto da Corte Internacional de Justiça, em condições que serão determinadas, em cada caso, pela Assembleia Geral, mediante recomendação do Conselho de Segurança.
Artigo 6.
O Membro das Nações Unidas que houver violado persistentemente os Princípios contidos na presente Carta poderá ser expulso da Organização pela Assembleia Geral mediante recomendação do Conselho de Segurança.
domingo, 6 de abril de 2014
Atividade Extraclasse para a Disciplina: Introdução ao Estudo do Direito. Questão 011.
Questão 011. Quanto à
diferenciação entre direito natural e direito positivo, que resumimos nos slides (nº 10),
podemos afirmar:
I – Que o direito natural
é considerado como posto pelo Estado, sendo sua existência assegurada por este
último, que pode revoga-lo a qualquer momento, tendo como segunda nota
característica o de ser escrito, pois não existiria direito não escrito.
II- Que o direito
positivo é aquele posto pelo próprio Estado, sendo obrigatório em todos os
tempos e lugares, e também tem como característica o não ser escrito, não sendo
também obrigatório.
III- Que o direito
natural e o direito positivo são apenas duas manifestações da moral com a qual
tem forte identificação, sendo que a fonte de ambos é o Estado.
IV – O direito natural
é considerado preexistente a sociedade, possuindo como característica o fato de
não ser escrito, pois são princípios considerados imutáveis e eternos, cuja
fonte é a própria natureza social do homem ou uma razão universal.
Atividade Extraclasse para a Disciplina: Introdução ao Estudo do Direito. Questão 010.
Questão 010. Nos
slides, que resumem parte da matéria ministrada no primeiro bimestre,
procuramos definir o direito através de uma metodologia que foi denominada de “gênero
próximo, diferença específica”. A partir da exposição dessa metodologia podemos
afirmar:
I – Que o direito não
tem semelhança alguma com outras formas normativas, possuindo total
singularidade frente a normas de trato social ou de moral.
II-Que o direito tem em
comum com a moral, as regras de trato social e a religião o fato de pertencer
ao gênero de instrumento de controle social.
III-Que o direito
pertence ao gênero de instrumento de controle social que o aproxima apenas da
religião, mas o distancia da moral.
IV- Que o direito não
tem proximidade alguma com outros instrumentos de controle social, tais como a
religião, a moral e as regras de trato social.
Atividade Extraclasse para a Disciplina: Introdução ao Estudo do Direito. Questão 009.
Em sua obra “Primeira
Lição sobre Direito”, Paolo Grossi faz uma crítica contundente sobre a relação
existencial que alguns juristas fazem entre direito e lei. Para ele, a
vinculação entre direito e lei é a tentativa de condicionar a existência do
direito à existência do Estado (poder político), sendo a lei, nessa concepção,
uma expressão da vontade do poder soberano, o que a converteria no “único
instrumento produtor do direito”, fato que ele não concorda. Segundo ele esse
posicionamento é uma forma de mito laico, legislativo, onde a lei figura como
uma divindade e os juristas como “sacerdotes do culto legislativo”. Para mostrar que o direito é produto da
sociedade e não do Estado, e no afã de, nas palavras do autor, “subtrair o
direito da sombra condicionante e mortificante do poder”, restituindo-o ao “seio
materno da sociedade”, Grossi faz referência a experiência da fila diante de
uma repartição pública (página.10). Recomendo a leitura do capítulo 1 da obra de Grossi.
Do exemplo da experiência
da fila podemos afirmar:
I- Que a organização (auto-organização) e a observância constituem os elementos que demarcariam a
especificidade do direito, e nessa situação até uma fila poderia ser produtora
do direito, revelando que este é produto da sociedade, e não de uma forma de
comando externa a ela, revelando tal direito como manifestação patológica.
II- A observância
para Grossi é considerada um forma patológica do direito com relação à
sociedade porque revelaria que qualquer ordenamento jurídico funda-se sobre uma
profunda consciência do valor que o sustenta.
III- Que a observância para Grossi demonstraria o aspecto fisiológico do
direito, porque como na fila, as pessoas “obedecem” sem coação, sem comando
imperativo, mas apenas em atendimento à ordenação, a organização, o que reforça a ideia de que o direito surge
de dentro do grupo social e não de fora.
IV- Que a observância,
como no exemplo da fila ocorre por força, por coação, e isso revelaria que na
teoria de Grossi Estado e Sociedade são a mesma coisa, portanto, o direito
seria resultado de uma única fonte: o Estado. Dessa forma o exemplo da fila não
serve para exemplificar o que o autor quer explicar.
Atividade Extraclasse para a Disciplina: Introdução ao Estudo do Direito. Questão 008.
No bojo dos debates em
sala de aula, tendo em vista a determinação da esfera e do alcance da
disciplina “Introdução ao Estudo do Direito”, discutimos frequentemente a
relação entre o Direito e a Moral divisando as diversas concepções do Direito.
Nesse sentido, é oportuna a observação de André Franco Montoro no texto abaixo
sobre a confusão que os iniciantes (e muitos profissionais) do curso de Direito
têm sobre o fenômeno jurídico.
“O direito pode ser
encarado sob duas perspectivas diferentes: como elemento de conservação das
estruturas sociais, ou como instrumento de promoção das transformações da
sociedade. Para os que defendem a função conservadora do direito, a concepção
mais adequada a essa missão é a identificação do direito com a lei, e, por extensão, ao contrato, como lei entre as partes.
Nesse sentido, é significativa a advertência com que famoso professor de Paris
iniciava seu curso: “Não vim ensinar o direito, vim expor o Código Civil”.
Mas, principalmente nos
países em desenvolvimento, o erro dessa posição é patente. Fazer do direito uma
força conservadora é perpetuar o subdesenvolvimento e o atraso. Identificar o
direito com a lei é errar duplamente, porque significa desconhecer seu verdadeiro
fundamento e condená-lo à estagnação. Para fundamentar a missão renovadora e
dinâmica do direito é preciso rever certos conceitos de base e afirmar, na sua
plenitude, o valor fundamental, que dá ao direito seu sentido e dignidade: a
justiça. [...] São cinco realidades
distintas. E, se quisermos saber o que é o direito, precisamos estudar o
conteúdo essencial de cada uma dessas significações: 1) O direito como ciência
(Epistemologia Jurídica); 2) O direito como justo (Axiologia Jurídica); 3) O
direito como norma (Teoria da norma jurídica); 4) O direito como faculdade
(Teoria dos direitos subjetivos); e 5) O direito como fato social (Sociologia
do Direito)”
(Montoro, A. F.
Introdução à Ciência do Direito. 23ª edição. São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 1995, p. 25,26)
Diante do exposto,
podemos afirmar:
I- Que estudar o direito é estudar
unicamente a legislação de um determinado país, bem como identificar os
mecanismos de utilização dessa legislação, pois direito e lei são a mesma coisa.
II- Que estudar o direito na acepção de lei
é o mesmo que relacioná-lo ao valor fundamental do direito, a justiça, o que
permite a transformação social necessária para a melhoria dos países em
desenvolvimento.
III- Que estudar o direito em sua acepção valorativa,
ou seja, de justiça, é a melhor forma de contribuir com a transformação dos
países, especialmente aqueles em desenvolvimento, pois tal concepção tem em
vista a conservação das estruturas sociais.
IV- Que estudar o direito como justiça é a
melhor forma de concebê-lo tendo em vista que o direito não pode ser
compreendido apenas em seus aspectos normativos (ou legais), abrangendo outras
dimensões, como a axiológica, sociológica, epistemológica, facultativa, o que
permite perceber seu caráter dinâmico, contribuindo para a transformação dos países
em desenvolvimento.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Atividade Extraclasse para a Disciplina: Introdução ao Estudo do Direito. Questão 007
Questão 007.O termo “direito” compreende uma
pluralidade de significados, cujo tratamento ocorre de forma apropriada no
âmbito da disciplina “Introdução ao Estudo do Direito”. Para alcançar esse
objetivo, ou seja, para buscar uma definição geral do Direito, buscamos apoio
na linguagem, que é capaz de manifestar os diversos sentidos da expressão. Na
busca de sua caracterização levantamos em sala de aula um exemplo que consiste
nos seguintes enunciados:
I-
O professor de direito diz ao seu amigo que
estacionou em lugar proibido: “Gaio, você estacionou em lugar proibido”. Esse
enunciado carrega a formulação de uma ordem imperativa, o elemento dominante da
norma jurídica está nele, consistindo num enunciado descritivo do direito,
próprio da aplicação do direito, e que se volta para determinar (submeter) a
vontade do sujeito.
II-
O irmão, que estuda direito, diz ao motorista
que estacionou em lugar proibido: “Gaio, você estacionou em lugar proibido”.
Esse enunciado carrega a formulação de uma ordem indicativa, portanto, o elemento
dominante da norma jurídica está nele, consistindo num enunciado prescritivo
que é a forma própria que se revela os enunciados do direito, da norma jurídica.
III-
O agente de trânsito, que é estudante de
direito, diz ao motorista que estacionou em lugar proibido, após pedir sua
habilitação: “Gaio, você estacionou em lugar proibido”. Esse enunciado é próprio
do direito, pois carrega a formulação de uma ordem que se volta para determinar
(submeter) a vontade do agente, constituindo em um enunciado descritivo
(informativo) do direito.
IV-
Um transeunte se aproxima do motorista, que
percebe ser seu amigo e diz: “Gaio, você
estacionou em lugar proibido” ao que o motorista responde: “Eu não sabia,
obrigado”. Esse enunciado é apropriado
aos enunciados da Ciência do Direito que tem objetivo cognitivo e não
persuasivo.
V-
Um agente de trânsito que não está em serviço se
aproxima do motorista, pede sua habilitação, e diz: “Gaio, você estacionou em
lugar proibido”, ao que o motorista de forma lacônica responde: “Eu não sabia”.
A reação do motorista ao enunciado do agente de trânsito revela que estamos
diante de uma circunstância demonstrativa do âmbito informativo do enunciado,
isso o aproxima da Ciência do Direito, que tem como objetivo imediato conhecer
o direito, e não aplicar o direito.
Quanto as
alternativas acima expostas, podemos afirmar:
I-
Todas as alternativas estão corretas.
II-
Somente as alternativas IV e V estão corretas.
III-
Somente a alternativa V está correta.
IV-
Somente as alternativas V e I estão corretas.
V-
Somente as alternativas III e IV estão corretas.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Atividade Extraclasse para a Disciplina: Direito Ambiental. Questão 005.
Questão 005 (Adaptada
de Concurso). Durante as negociações da Convenção sobre Diversidade Biológica
(CDB) de 1990 a 1992, o Brasil teve papel de liderança, devido à sua realidade
de ser o maior país do mundo em biodiversidade. Uma das questões mais
importantes em jogo durante as negociações nessa convenção estava relacionada
com as relações entre biodiversidade e a biotecnologia. De um lado, os Estados
Unidos da América – onde estão instalados dois terços da indústria de
biotecnologia mundial – defendiam fortemente o princípio de direitos de
propriedade intelectual, de acordo com sua definição convencional. Do outro
lado, uma coalizão de países ricos em biodiversidade, lideradas pelo Brasil,
defendia o direito de royalties para os países detentores da biodiversidade da
qual eram gerados produtos de biotecnologia manufaturados a partir dessa biodiversidade.
A convenção, adotada em maio de 1992, foi vitória implícita para os países
liderados pelo Brasil, já que não reconheceu totalmente o princípio de direitos
de propriedade intelectual e o definiu em um sentido mais amplo, dando direitos
aos habitantes locais.
Tendo como referência
inicial o texto acima, julgue o item seguinte quanto ao tratamento dado à
biodiversidade.
Tanto a CDB quanto a
PNB sustentam que, embora a conservação e a utilização sustentável da
biodiversidade sejam uma preocupação comum à humanidade, as responsabilidades
são diferenciadas, cabendo, aos países desenvolvidos, o aporte de recursos
financeiros, novos e adicionais, e a facilitação do acesso adequado às
tecnologias pertinentes para atender às necessidades dos países em
desenvolvimento, que, por sua vez, estão obrigados a ceder as patentes de sua
biodiversidade.
( ) Certo ( ) Errado
sexta-feira, 28 de março de 2014
Atividade Extraclasse para a Disciplina Introdução ao Estudo do Direito: Com base na aula expositiva, nos slides da matéria, depositados no Yahoo, bem como nos debates em sala de aula, responda a questão 006.
Questão 006*. Norberto Bobbio afirma que a teoria do ordenamento jurídico "constitui uma integração da teoria da norma jurídica". Em livro nomeado Teoria do Ordenamento Jurídico, ele afirmou que não lhe foi possível definir o Direito do ponto de vista da norma jurídica considerada de maneira isolada. Segundo ele, importa alargar o "horizonte para a consideração do modelo pelo qual uma determinada norma se torna eficaz a partir de uma complexa organização que determina a natureza e a entidade das sanções, as pessoas que devem exercê-las e a sua execução". Para Bobbio, essa organização complexa é produto de um ordenamento jurídico e, a partir deste, o Direito pode ser definido. Isso porque, conforme o autor, o problema da definição do Direito é localizado na teoria do ordenamento jurídico, não na teoria da norma. O pensador apresentou essa conclusão baseado na ideia de organização do sistema normativo, extraída da noção de sanção jurídica.
Segundo Bobbio, a sanção jurídica é aquela cuja execução é garantida por uma sanção:
( ) a) interna e não-institucionalizada.
( ) b) interna e institucionalizada.
( ) c) externa e institucionalizada.
( ) d) externa e não-institucionalizada.
( ) e) processual e não-institucionalizada.
* Questão adaptada do Concurso para Defensor Público.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Atividade Extraclasse para a Disciplina Introdução ao Estudo do Direito: Com base na aula expositiva, nos slides da matéria. depositadas no Yahoo, nos debates, responda a questão 005
Questão 005*.Analise as afirmativas abaixo,
tendo como parâmetro os seguintes aspectos imbricados entre si: processo de
formação da consciência moral; diferença entre moral e ética; diferença entre
norma moral e ética; diferença entre norma moral e norma jurídica.
* Adaptada de Concurso.
I.
Nascemos livres para aceitar aquelas regras
morais que julgamos justificáveis para estabelecer um modo de agir em
conformidade com os princípios éticos da justiça, de uma vida boa e feliz; princípios
estes que a nossa consciência moral assimila como tais.
II.
A norma jurídica é definida como sendo aquela
norma impressa ou escrita em códigos que regulamentam as relações dos
habitantes de um dado território entre si e as relações estabelecidas com habitantes
de outros territórios. No tocante às normas moraisParte
inferior do formulário, são assim denominadas aquelas inscritas no
consciente coletivo de uma determinada sociedade, que se manifestam nos seus
costumes, nas suas tradições, etc.
III.
No decorrer do processo civilizatório, a
constituição da consciência moral se processa nos humanos a partir de duas
dimensões fundantes: a autonomia, que se caracteriza por ser a fase da
consciência moral que se impõe ao indivíduo a partir de fora, ou seja, pela sociedade,
em sentido lato sensu, e por seu
turno, na fase da heteronomia, a formação da consciência moral do indivíduo se
consolida através de um processo que pressupõe uma tomada de decisão de como
ele deve agir, tendo como base suas convicções morais internas.
IV.
A ética, que em sua acepção etimológica
significa a ciência que tem como objeto o estudo da conduta humana, pressupõe:
a) uma reflexão de caráter pessoal sobre os princípios morais que regem o
comportamento humano; b) a reflexão de cunho social acerca dos princípios
morais que regem a vida em sociedade.
V.
Dada sua natureza prescritiva, cabe à moral
determinar os códigos, os tratados, as leis, etc. que regulamentam
juridicamente a vida em sociedade. Por seu turno, a ética, por se tratar de uma
ciência que tem por objeto o estudo da dimensão estética da vida humana em
sociedade, se ocupa exclusivamente com questões que transcendem a moral.
Assinale a
alternativa correta.
( ) a) Somente I é a verdadeira.
( ) b) Somente a I e III são verdadeiras.
( ) c) Somente I,II e III são verdadeiras.
( ) d) Somente I, II e IV são verdadeiras.
( ) e) Somente IV e V são verdadeiras.
quarta-feira, 26 de março de 2014
Atividade Extraclasse para Disciplina Direito Ambiental:Com base na aula expositiva, nos slides da aula depositados no Yahoo, nos debates, responda a questão 004.
Questão 004. Os atuais acordos da Organização
Mundial do Comércio (OMC), resultantes da Rodada Uruguai de Negociações
Multilaterais de Comércio (1986-1994), estabelecem regras para os mais diversos
aspectos do comércio internacional, expandindo, claramente, o escopo temático
da “época GATT”. Acerca do arcabouço normativo criado e de seus possíveis
impactos, assinale a opção correta.
( ) - Os pilares fundamentais do sistema multilateral de comércio GATT/OMC incluem a cláusula de nação mais favorecida (NMF), o princípio de tratamento nacional, a defesa dos consumidores e a primazia à proteção do meio ambiente.
Parte inferior do formulário
( ) - Os pilares fundamentais do sistema multilateral de comércio GATT/OMC incluem a cláusula de nação mais favorecida (NMF), o princípio de tratamento nacional, a defesa dos consumidores e a primazia à proteção do meio ambiente.
Parte inferior do
formulário
Parte inferior do formulário
( ) - Em decorrência do princípio
universal da soberania estatal, os países que ingressaram na OMC não são
obrigados a aderir a todos os acordos multilaterais, se entenderem que eles
acarretarão prejuízos à economia de seu país.
( ) - As uniões aduaneiras ou áreas
de livre comércio, por permitirem que concessões ou vantagens sejam estendidas
apenas aos membros dessas áreas regionais, conflitam com a regra de tratamento
de nação mais favorecida e, por isso, não encontram amparo no arcabouço
jurídico do GATT/OMC.
( ) - Propriedade intelectual e
serviços, áreas de interesse primordial dos países desenvolvidos, não receberam
regulamentação multilateral no âmbito da OMC, devido à forte oposição da
maioria dos países em desenvolvimento a essa medida.
( ) - Em relação à área de defesa
comercial, as regras estabelecidas para se investigar a existência de dumping e de subsídios visam combater
práticas desleais de comércio, ao contrário das regras acerca de salvaguardas,
medidas temporárias que visam proteger a indústria doméstica de surto repentino
de importações de produtos concorrentes.
quinta-feira, 20 de março de 2014
DIREITO AMBIENTAL: ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Tendo em vista as discussões, o conteúdo das aulas nos slides (disponível no Yahoo), e os textos disponibilizados (Convenção Quadro das Mudanças Climáticas e o Protocolo de Quioto, depositados na Xerox da Faculdade), leias as questões abaixo e responda a alternativa correta nas enquetes ao lado. Justifique sua resposta no link "Comentários" não deixando de adicionar seu RA/RM para sua identificação e atribuição de nota.
Questão 001- Adaptada de Concurso Público (Analista Ambiental):
Com a adesão do Brasil à Convenção de Viena e ao Protocolo de Montreal sobre Substâncias que destroem a camada de ozônio, por meio do Decreto nº. 99.280/1990, o controle ambiental federal continuado de importação de hidroclorofluorcarbonos (HCFC) passou a ser orientado visando definir cronograma de eliminação da produção e consumo dessas substâncias nocivas à camada de ozônio.
( ) Certo
( ) Errado
* Marcação das alternativa não pode ser feita aqui, somente na lateral (→ ), que pode se encontrar abaixo ou acima da postagem, busque localizar usando a numeração (001-003).
_________________________________________________________________________________
Questão 002- Adaptada de Concurso Público (Procurador do Estado):
Com relação ao Protocolo de Quioto
podemos afirmar:
I-
Os EUA foram proibidos de participar do
Protocolo de Quioto justamente por serem o “maior poluidor do planeta”.
II-
- Como acontece com qualquer tratado
internacional importante, o Protocolo de Quioto somente entrou em vigor a
partir do momento em que todos os países integrantes da ONU o ratificaram.
III-
Há consenso de que, sendo uma criação dos homens
em sua ensandecida vontade de produzir mais e mais riquezas, o efeito estufa
não pode mais existir, sob pena de transformar a Terra em um planeta gelado e
sem condições de vida.
IV-
A queima excessiva de combustíveis fósseis
compromete perigosamente o planeta ao aquecê-lo de maneira anormal, razão pela
qual o Protocolo de Quioto volta-se para a redução da quantidade desses gases lançados na atmosfera.
V-
O Protocolo de Quioto foi resultado da
consciência generalizada, entre povos e governos de que o planeta precisa ser salvo, o que
demonstrou a ineficácia da diplomacia nesse campo.
___________________________________________________________________________
Questão 003- Adaptada de Concurso Público (analista ambiental):
As normas ambientais federais que tratam das substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal dirigem-se a todo produtor, importador, exportador, comercializador e usuário dessas substâncias, devendo todos eles efetuar registro no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras (CTF) do IBAMA E fornecer semestralmente relatórios com dados quantitativos e qualitativos.
( ) Certo
( ) Errado
sábado, 26 de outubro de 2013
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
1.1-
Dignidade Humana.
A
dignidade é expressão que melhor representa os direitos humanos, pois constitui
em eixo nuclear destes tendo em vista que é o “valor básico fundante”, conforme
Pascual[1],
e em razão disso ela é indivisível, conforme o mesmo autor. Mas a construção
histórica do conceito de dignidade remonta a distinção feita pelos romanos
entre a função pública que uma pessoa exerce e o alto prestígio oficial (dignitas) que encarna-se em seu titular.
Acompanhando a explicação que Comparato faz desse termo, assinala-se a
importante obra de Kantorowicz (Os Dois Corpos do Rei), pois enquanto seu corpo
material está submetido a corrupção e ao declínio, seu corpo politico sobrevive
a morte. Dessa forma a teoria medieval dos dois corpos do Rei:
[...]
permite compreender em sua plenitude o constraste entre a dignidade
transcendente da pessoa humana, enquanto supremo modelo da vida ética, e a
individualidade pessoa de cada ser humano, com todas as suas limitações e
deficiências. O paradigma da pessoa humana reúne em si a totalidade dos
valores; ela é o supremo critério axiológico a orientar a vida de cada um de
nós.[2]
Como nos lembra Pascual, a dignidade é uma ideia
universal[3],
sendo que por sua vez o fundamento dessa ideia se encontra no próprio consenso,
tal como defendido por Bobbio, em sua obra "A Era dos Direitos". Como
o próprio Pascual assegura, tanto os pactos internacionais como os fundamentos
dos pactos, estão baseados no consenso, e dessa forma “la propia dignidade
humana como fundamento es objeto de pacto o consenso”[4].
Buscando definir o que é “dignidade da pessoa” Sarlet destaca sua
característica de ser um conceito em aberto, a ser determinado, mas ressalvando
que essa condição não impede a busca de uma fundamentação, até porque a
“própria comunidade humana vislumbra em determinadas condutas (inclusive
praticadas em relação a outros seres vivos) um conteúdo de indignidade”[5].
Para esse autor, essa situação demonstra que é mais fácil dizer o que a
dignidade não é do que dizer o que ela é. Mas após longa dissertação sobre o
tema, Sarlet por fim oferece uma concepção aberta e multidimensional da
dignidade da pessoa humana que reproduzimos abaixo:
Assim
sendo, temos por dignidade da pessoa humana a qualidade intrínseca e distintiva reconhecida em cada ser humano que o
faz merecedor do mesmo respeito e consideração por parte do Estado e da
comunidade, implicando, neste sentido, um complexo de direitos e deveres
fundamentais que assegurem a pessoa tanto contra todo e qualquer ato de cunho
degradante e desumano, como venham a lhe garantir as condições existenciais
mínimas para um vida saudável, além de propiciar e promover sua participação
ativa e co-responsável nos destinos de sua existência e da vida da em comunhão
com os demais seres humanos, mediante o devido respeito aos demais seres que
integram a rede da vida. [6]
Por fim, é oportuna a preciosa lição kantiana do
imperativo categórico, segundo o qual, para eu saber se uma conduta é moral ou
não, devo submetê-la ao teste do imperativo. Toda vez que eu estiver diante de
uma situação que exige de mim uma ação moral Kant recomenda: “Age apenas
segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei
universal”, ou ainda, “age como se a máxima da tua acção se devessse tornar,
pela tua vontade, em lei universal da
natureza”[7].
Desenvolvendo sua doutrina do imperativo categórico, Kant estabelece como
consequência lógica desse imperativo, considerar o homem como
[...]
ser racional [que] existe como fim em si
mesmo, não só como meio para o uso
arbitrário desta ou daquela vontade. Pelo contrário, em todas as suas ações,
tanto nas que se dirigem a ele mesmo como nas que se dirigem a outros seres
racionais, ele tem sempre de ser considerado simultaneamente como fim.[8]
Como frisa Sarlet, Kant faz uma distinção
entre dignidade, como um valor incomensurável economicamente, e as coisas, que
estão submetidas ao regime da quantificação econômica. Para Kant, ainda nas
linhas de Sarlet, a dignidade corresponderia a um valor sem preço, no sentido
de um valor intrínseco, infungível, próprio de cada ser humano, reconhecendo os
seres humanos como possuindo um valor com certo caráter normativo, mas não
utilitário[9].
É exatamente em cima desse texto de Kant
que Luigi Ferrajoli desdobra a diferenciação entre direitos fundamentais e
direitos patrimoniais, pois os primeiros estavam subscritos a dignidade das
pessoas, cujo conteúdo valorativo se afasta ou se distingue dos direitos
patrimoniais singulares, tomando os primeiros como direitos fundamentais
universais. Nas palavras do mestre italiano, tal distinção pode ser destacada como
níveis diferenciados, onde um opera “como valor relativo” e outro como “valor
intrínseco”, um ambientado na esfera do disponível ou de mercado, e outro na
esfera do indisponível ou da dignidade propriamente dita[10].
[1]
Pascual, 2000, p. 29
[2]
Comparato, 2006,p.481.
[3]
Ibidem, p. 31
[4]
Pascual, 2000, p.68.
[5]
Sarlet, Ingo Wolfgang. Dignidade da Pessoa Humana e Direitos Fundamentais na
Constituição Federal de 1988. 8ª edição ver. Atual e ampl. Porto Alegre:
Livraria dos Advogados Editora, 2002, p. 40.
[6]
Sarlet, 2010, p. 70.
[7]
Kant, I. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Tradução de Paulo Quintela.
Porto: Porto Editora, 1995 ,p. 39
[8]
Ibidem, p. 65.
[9]
Sarlet, 2010, p. 38.
[10]
Ferrajoli, Luigi. Por uma Teoria dos Direitos e dos Bens Fundamentais. Tradução
de Alexandre Salim et al. Porto
Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2011,p.104.
UMA VISÃO CRÍTICA DOS DIREITOS HUMANOS POR BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS
Os Direitos Humanos como Roteiro
Emancipatório.
A teoria crítica dos direitos humanos situa-os em sua
devida complexidade manifesta pelo fato de serem concebidos e praticados como
localismos globalizados, ou até mesmo, como forma de cosmopolitismo, ou seja,
como forma de globalização hegemônica ou como forma de globalização
contra-hegemônica, na perspectiva de Boaventura. Para que os direitos humanos
constituam uma forma de globalização contra-hegemônica alguns condições devem ser satisfeitas, são condições culturais. Vale reafirmar que para ele os
direitos humanos foram concebidos como universais, com a tendência de operar
como forma de localismo globalizado, e portanto como forma de globalização
hegemônica. Para que eles possam ser de fato emancipatórios, os direitos
humanos precisam ser reconceitualizados como multicultais. A competência global
e a legitimidade local exige que os direitos humanos sejam transformados à luz
do que é chamado de multiculturalismo emancipatório.
Os direitos humanos ainda que se apresentem como
universais não o são em sua aplicação local. Existem quatros regimes
internacionais de aplicação de direitos humanos: o europeu, o interamericano, o
africano e o asiático. Nega também que eles seja transculturais por si, pois
mesmo a questão da universalidade é uma questão particular, uma questão
específica da cultura ocidental. A Declaração Universal de 1948 é encarada
nessa perspectiva como uma marca liberal com um discurso dominante de direitos
humanos, pois se centra no reconhecimento exclusivo dos direitos individuais,
priorizando os direitos civis e políticos sobre os direitos econômicos, sociais
e culturais. No formato liberal, sempre priorizou do direito de propriedade,
como único direito econômico. No pós-Segunda Guerra os direitos humanos
estiveram em geral à serviço dos interesses econômicos e geopolíticos dos
Estados capitalistas hegemônicos. Como Richar Falk salienta, nessa geopolítica há
duas posturas, uma da “política da invisibilidade como o genocídio de algumas
etnias, enquanto a segunda postura é marcada por uma “política da
visibilidade”, como as críticas voltados para a política de direitos humanos no Irã e no Vietnã.
Mas existe um outro lado da moeda, pois os direitos
humanos tem servido como plataforma discursiva para lutar de classes e grupos
oprimidos, vitimizados por Estados autoritários e por práticas e econômicas excludentes ou por praticas
políticas e culturais discriminatórias. Os objetivos de tais lutas são
emancipatórias e por vezes, explicita ou implicitamente anticapitalista. Tem-se
então um discurso e uma prática que fazem dos direitos humanos um localismo
globalizado correndo paralelamente a discursos e práticas contra-hegemônicas,
que além de verem nos direitos humanos uma arma de luta contra a opressão
independentes de condições geopolíticas, apresentam propostas de concepções
não-ocidentais de direitos humanos e organizam diálogos interculturais sobre os
direitos humanos e outros princípios de dignidade humana.
Diantes do exposto, Boaventura ressalta que existe uma
urgente tarefa nesse contexto, a saber, a transformação dos direitos humanos de
um localismo globalizado em um cosmopolitismo. Mas para isso são necessários
atentar para cinco premissas:
1)
Primeira Premissa: Superação do debate
entre universalismo e relativismo cultural. Devem-se propor diálogos
interculturais sobre preocupações isomórficas (preocupações convergentes).
Assim ataca-se o universalismo. Já contra o relativismo há que se desenvolver
critérios que permitam distinguir uma politica progressista de uma política
conservadora dos direitos humanos, pautando-se por valores e exigências
máximas.
2)
Segunda Premissa: Todas as culturas
possuem concepções de direitos humanos, ou melhor, de dignidade humana, mas nem
toda elas a concebem em termos de direitos humanos. Boaventura assinala que deve-se identificar preocupações isomórficas entre
diferentes culturas;
3)
Terceira Premissa: Todas as culturas são
incompletas e problemáticas nas suas concepções de dignidade humana. Ora,
aumentar a consciência da incompletude cultural é uma das tarefas prévias para
a construção de uma concepção multicultural dos direitos humanos;
4)
Quarta Premissa: Todas as culturas têm
visões diferentes de dignidade humana;
5)
Quinta Premissa: Todas as culturas
tendem a distribuir as pessoas e os grupos sociais entre dois princípios
competitivos de vínculos hierárquicos: 5.1- Princípio da Igualdade: opera por
intermédio de hierarquia entre unidades homogêneas. Por exemplo: hierarquia
entre estratos socioeconômicos; cidadãso/ estrangeiros.; 5.2) Princípio da
Diferença: opera por meio de hierarquia de identidade e diferenças consideradas
únicas. Por exemplo: hierarquia entre etnias ou raças, entre sexos, entre
religiões, entre orientações sexuais.
Diante
do até agora exposto, podemos afirmar que uma politica emancipatória de
direitos humanos deve saber distinguir entre a luta pela igualdade e a luta
pelo reconhecimento igualitário das diferenças, a fim de poder travar ambas as
lutas eficazmente. Portanto, essas são as premissas de um diálogo intercultural
sobre a dignidade humana que pode levar eventualmente a um concepção mestiça de direitos humanos,
uma concepção que se organiza como uma constelação de sentidos locais,
mutuamente inteligentes, constituindo em uma rede de referência normativas
capacitantes.
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